FILMOGRAFIA

KMÊDEUS
DOCUMENTÁRIO EXPERIMENTAL | 53" | 2020
Este filme híbrido é inspirado pelo espírito e pela figura de Kmêdeus, um louco de rua de Mindelo. A tradução direta do seu nome é “Come Deus” . Respeitado por muitos pescadores, escritores, figuras públicas de relevo e, sobretudo, pelos artistas da ilha, Kmêdeus tornou-se uma personagem incontornável do imaginário mindelense.
Muitos dizem que era um artista; outros afirmam que era a personificação do espírito da ilha. Há quem o considere um filósofo que, através da sua arte, criou uma forma única de pensamento utópico, genuinamente são-vicentina. Inspirou gerações e deixou a cidade mergulhada na dúvida sobre se era apenas um louco que representava um papel ou, na verdade, um grande pensador. Mas, antes de tudo, é necessário contextualizar o seu espaço: a mística ilha de São Vicente...
APOIO FINANCEIRO: Hubert Bals Fund
Nuno Boaventura Miranda
Doha Script Lab - Online Script Writing Residency - 2025 - 2026 - Doha Producers Lab Online Residency - 2025- Cannes Film Festival - La Fabrique Cinema - 2025- Marrakech Film Festival - Atlas Workshop - 2024 - Durban FilmMart - As Scriptwriter - 2020 - EAVE Producers Program - As Scriptwriter - 2020
International Film Festival of Rotterdam
2020
WE ARE ONE Film Festival
2020
Festival Cinémas d'Afrique de Lausanne
2021
Festival de Cine Africano de Tarifa
2021 & 2026
Tela d’pano terra São Paulo
2022

A ÚLTIMA COLHEITA
CURTA DE FICÇÃO | 22" | 2025
Gabriel, de 13 anos, é perturbado por sonhos recorrentes com o pai. Isabel, a sua mãe, luta para o criar sozinha. Firmino, um idoso agricultor cabo-verdiano, perdeu recentemente a sua estimada horta. As suas vidas entrelaçam-se enquanto questionam a sua identidade e o seu lugar no mundo, procurando orientar-se na vida dentro da comunidade cabo-verdiana de Lisboa.
APOIO FINANCEIRO: Núcleo Nacional de Cinema do Ministério da Cultura de Cabo
Verde
SELEÇÕES E PRÉMIOS MAIS NOTÁVEIS : International Film Festival of Rotterdam - Festival del Cinema Africano, d'Asia e America Latina - La fête du court métrage - Festival de Cine Africano de Tarifa - Vienna Shorts - Generation Film Festival - Night of shorts - Mirada corta short film festival - Black Star Film Festival - Afrika Film Festival Koeln - Castrovillari Film Festival - IndieCork Festival - European Short Awards - Festival International de curtas de Winterthur - Cairo International Film Festival - Palma Film Festival - Caminhos Film Festival - Oslo Film Festival - Timimoun International Short Film Festival - Montreal International Documentary Festival - Porto/Post/Doc - Nõs Filme, Nõs Voz Cabo Verde - Cinematography & Photography - Awards - Carthage Film Festival - Tulip International Film Festival - Clermont-Ferrand Court - Kitale Film Week BEST NARRATIVE SHORT BLACKSTAR , COURT DERRIÈRE, PORTO.POST.DOC and EUROPEAN SHORT AWARDS ; BEST ACTOR CASTROVILLARI
Nuno Boaventura Miranda
Realizador e argumentista cabo-verdiano, Nuno Boaventura Miranda tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais promissoras do cinema africano contemporâneo. O seu trabalho explora temas como a memória, a identidade, a diáspora e as transformações sociais, através de uma linguagem cinematográfica que combina sensibilidade poética e um profundo interesse pelas relações humanas.
International Film Festival of Rotterdam
2025
Clermont-Ferrand Court
2025
Cairo International Film Festival
2025
BEST NARRATIVE SHORT BLACKSTAR
2025

UM MILAGRE NO ATLÂNTICO
DOCUMENTÁRIO | 90" | 2026
(EM PÓS- PRODUÇÃO)
Narrado por Seu Jorge, uma das maiores vozes da cultura brasileira, Um milagre no Atlântico é um documentário sobre a campanha histórica da seleção nacional de futebol de Cabo Verde rumo ao seu primeiro Campeonato do Mundo da FIFA. Filmado entre as ilhas e vários eixos da diáspora, o projeto acompanha os Tubarões Azuis numa viagem que cruza os relvados com a música, a língua crioula e a memória de um povo, num ano em que o país celebra 50 anos de independência.
Cadu Machado
Roteirista, jornalista e dramaturgo, Cadu Machado colaborou com algumas das principais empresas de media do mundo, entre elas a TV Globo, a Banijay e a Red Bull Media House. A sua curta-metragem de estreia, As Piadas Infames do Aníbal, foi exibida e premiada em mais de trinta festivais nacionais e internacionais. Como argumentista, integrou a equipa de escrita da aclamada série Malhação – Viva a Diferença, vencedora do International Emmy Kids Award, bem como de três temporadas de Sessão de Terapia. Entre os seus trabalhos para cinema destacam-se Empirion: Uma Aventura com Einstein e Silvio, longa-metragem inspirada no sequestro do ícone da televisão brasileira Silvio Santos. Paralelamente, desenvolve séries documentais e formatos de entretenimento para grandes plataformas e canais de televisão. A sua escrita é marcada por uma forte atenção aos diálogos, uma profunda curiosidade pelas histórias humanas e uma sensibilidade particular às nuances culturais, características que fazem da sua obra uma voz singular e versátil no audiovisual contemporâneo.




ALELUIA
LONGA DE FICÇÃO | 80" | 2027 (EM PÓS- PRODUÇÃO)
ALELUIA é uma história fictícia, inspirada em eventos reais, que narra a saga de quatro pescadores cabo-verdianos à deriva por mais de 60 dias no oceano Atlântico. O filme retrata a precariedade dos diversos percursos de vida, que se desmoronam e se reconstruem, durante e após um evento traumático dessa magnitude.
APOIO FINANCEIRO: ICA Portugal, RTP, Creative Media Europe, CNC Aide au Cinema du Monde, Canal+ , île de France International, So-produção TerraTreme (Portugal) e DolceVita Films (França)
Zézé Gamboa
Roteirista, jornalista e dramaturgo, Cadu Machado colaborou com algumas das principais empresas de media do mundo, entre elas a TV Globo, a Banijay e a Red Bull Media House. A sua curta-metragem de estreia, As Piadas Infames do Aníbal, foAngolan filmmaker Zézé Gamboa has built an internationally acclaimed career spanning more than three decades. His debut feature, O Herói (2004), received the prestigious Grand Jury Prize in the World Dramatic Competition at the Sundance Film Festival in 2005 and went on to win numerous awards worldwide, including Best Feature Film at the Pan African Film Festival (USA), Urbanworld Film Festival (USA), Khouribga African Film Festival (Morocco), and Best African Film at the Cape Town International Film Festival. The film was also screened at major international festivals and was presented at the Cannes Film Festival in 2007 during a celebration of African cinema.
His second feature, O Grande Kilapy (2012), premiered at leading festivals including Toronto International Film Festival, BFI London Film Festival and Dubai International Film Festival. It won the Best Film Award at the Luanda International Film Festival in 2013 and received nominations for Portugal’s Golden Globes and Sophia Awards.
Throughout his career, Zézé Gamboa’s films have been selected and awarded at prestigious festivals across Europe, Africa and North America, establishing him as one of the leading voices of contemporary African cinema.i exibida e premiada em mais de trinta festivais nacionais e internacionais. Como argumentista, integrou a equipa de escrita da aclamada série Malhação – Viva a Diferença, vencedora do International Emmy Kids Award, bem como de três temporadas de Sessão de Terapia. Entre os seus trabalhos para cinema destacam-se Empirion: Uma Aventura com Einstein e Silvio, longa-metragem inspirada no sequestro do ícone da televisão brasileira Silvio Santos. Paralelamente, desenvolve séries documentais e formatos de entretenimento para grandes plataformas e canais de televisão. A sua escrita é marcada por uma forte atenção aos diálogos, uma profunda curiosidade pelas histórias humanas e uma sensibilidade particular às nuances culturais, características que fazem da sua obra uma voz singular e versátil no audiovisual contemporâneo.





PLASTIC ATLANTIS
DOCUMENTÁRIO | 74" | 2027 (EM PRODUÇÃO)
Entre Cabo Verde, Senegal e Brasil, Plastic Atlantis explora as ligações invisíveis entre a escravatura transatlântica e a atual crise da poluição plástica. Guiado pela realizadora Samira Vera-Cruz, o filme transforma o Oceano Atlântico num arquivo vivo de memória, identidade e resistência, revelando como os mesmos ventos e correntes que transportaram milhões de pessoas escravizadas continuam hoje a transportar os vestígios de uma sociedade marcada pelo consumo e pela desigualdade. Um ensaio cinematográfico poético sobre pertença, trauma e a urgência de reconciliar a humanidade com os seus oceanos.
APOIO FINANCEIRO: World Cinema Fund - STEPS Generation Africa 2.0 - Fundo do Ambiente de Cabo Verde - Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde - Maissa Fund - Visions Du Réel - Sundance Development Fund - Climate Story Film Fund - Takalani Mulaudze Fund - DocA
Samira Vera-Cruz
Realizadora e argumentista cabo-verdiana, Samira Vera-Cruz é uma das vozes mais relevantes da nova geração do cinema africano. O seu trabalho explora questões de identidade, memória, género e desigualdade social, através de uma abordagem cinematográfica marcada pela sensibilidade visual e pelo compromisso com histórias profundamente humanas As suas curtas-metragens Buska Santu, Hora di Bai e Sumara Maré foram exibidas e premiadas em diversos festivais internacionais, contribuindo para afirmar o seu nome no panorama do cinema contemporâneo.
Ao longo da sua carreira, Samira Vera-Cruz tem construído uma obra centrada em histórias invisibilizadas e nas relações entre o íntimo e o coletivo, revelando uma profunda atenção às heranças históricas e às dinâmicas sociais do mundo contemporâneo. O seu trabalho distingue-se por uma forte identidade autoral e por uma perspetiva singular sobre as múltiplas conexões entre África e a diáspora, consolidando-a como uma das cineastas africanas mais promissoras da sua geração.




CAMINHU LONGE
CURTA DE FICÇÃO | 17" | 2027 (EM PRODUÇÃO)
CAMINHU LONGE é uma curta-metragem de ficção científica e drama familiar ambientada num futuro em que a Terra está prestes a ser abandonada. Em São Vicente, Cabo Verde, um pai desesperado aceita participar no roubo de um tesouro nacional em troca de uma oportunidade de salvar o filho, confrontando-se com uma escolha impossível entre a herança cultural do seu povo e o amor pela família. Uma reflexão sobre memória, identidade e sobrevivência, inspirada pelo legado de Cesária Évora e pela resiliência do povo cabo-verdiano.
APOIO FINANCEIRO: Fundo Audiovisual CPLP
Carlos Dias
Carlos Dias é argumentista e realizador cabo-verdiano, natural de Mindelo, São Vicente. Formou-se em Cinema na Universidade da Beira Interior, em Portugal, e concluiu um Mestrado em Realização Cinematográfica na Arts University Bournemouth, no Reino Unido.
Dedica-se sobretudo ao cinema de ficção, desenvolvendo histórias que combinam um forte sentido visual com temas ligados à memória, identidade e transformação social. Em 2019 escreveu e realizou Utopia, a sua primeira curta-metragem de ficção, produzida no âmbito do seu mestrado. Atualmente, prepara a sua segunda curta-metragem, Caminhu Longe, produzida pela KS Cinema, e desenvolve a sua primeira longa-metragem de ficção, A Sereia. O seu trabalho caracteriza-se por uma abordagem humanista e poética, frequentemente situada entre o realismo e a ficção especulativa, procurando criar pontes entre as experiências cabo-verdianas e questões universais.

